quinta-feira, 26 de junho de 2008

Penso nas crianças e na maneira de pensá-las.

Danço um vocabulário obscuro e denso de gestos e traços e símbolos e massa pictórica.

Me aguço, me afio, para penetrar em ângulo reto e acertado o mais fundo que possa.

Confio. E me ponho disposta a ser fio resistente entre os olhares da vida que poucos luxos permite e o de lupa que a cultura acumulada por séculos a fio permite ter a alguns.

Corda bamba.

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Não sei por que falo. Talvez pela pele. Ou pelo que o pensamento não chega a sentir.

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O tempo muda as pessoas ou as pessoas mudam o tempo?

Existe um espírito nacional?

Essa entidade, caso exista, forma-se a partir de nós ou nós é que estamos nela envoltos e somos por ela confundidos como se fossemos marinheiros dentre a densa bruma?

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Quando vieram os jornalistas, do mundo todo e do Brasil, um mineiro pediu o microfone para declarar que achava que era dinheiro demais para se investir em um povo que não conhece o conhecimento. Não alcancei-lhe o sentido, posto que justo esse me parece ser o maior motivo. (é)Distante ou perto, tão pouco existe coisa semelhante a essa de querer abrir os braços e estendê-los aos que são muitos e tão muitos.Só agora, quase um mês depois, fisgo-lhe a ampola de veneno vencido: sempre se gosta, imagino eu que de nada sei, de saber mais do que os que não comem caviar.

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Clima de época: por enquanto, ainda somos baços.Mas não custa sorrir, nem dói dizer sim. E a boa vontade é a melhor das bússolas.

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