Lola, estudante de Letras perspicaz e de tendências provavelmente comunistas, me chamou a atenção para o fato de estarem os ciclistas todos (à exceção daqueles das gravuras) indo para a esquerda.
E mal sabia ela que, para mim, estava inventando a roda.
E mal sabia ela que, para mim, estava inventando a roda.
Até então eu não conseguia perceber com clareza por onde corria o fio da meada vindo dos carretéis, apesar de conceber coerente a semelhança cinética entre as fases e também a solução para a inserção da figura humana.
Foi Lola que me fez ver que as rodas da bicilcleta giram no sentido anti-horário: para trás, para o passado, para a memória - para a matéria-prima comprovando-se desde sempre a mesma.
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